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wFalta Coisa |
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Reflexões sobre dias cinzentos
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wSexta-feira, Outubro 28, 2005 |
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Mais de um mês. Esquecimento bobo, na verdade involuntário. Pretendo retomar com fervor a escrita. Agora, porém, com um diferente sentimento a me impulsionar. O engraçado é que a segunda parte do texto se encaixa perfeitamente no momento. Lembro-me do discurso de uma companheira, sugerindo com delicadeza a valorização das pessoas que estão sempre ao seu lado, que nunca abandonam o amor. São capazes de sonhar, sentir a mesma emoção que o autor, mesmo não interagindo objetivamente na construção da obra.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém/ e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,/ que faço falta quando não estou por perto/ Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras/ alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho./ Que me veja como um ser humano completo,/ que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona,/ que dê valor ao que realmente importa,/ que é meu sentimento/ E não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude,/ para que eu nunca cresça,/ para que eu seja sempre eu mesmo.
Explico, também tenho uma sugestão. É exatamente o conselho dado por todos. Antes de se apaixonar perdidamente por alguém, que certamente não faz parte do seu mundo, procure em seu próprio espaço aquele que realmente sente sua falta. Não siga o caminho da revolução sentimental, acreditando que pode ser ainda mais amado. Quando há o rompimento, evidencia-se o verdadeiro caráter. É possível separar então os que nunca desistem, porque não conseguem ser felizes na ausência, daqueles que aproveitam a ocasião para propor descobertas em outros braços.
Sobre a raiva, neste sentido, também tenho algo a declarar. Todos nós já nos pronunciamos de maneira inadequada em algum momento, tomados pelo ódio arrebatador que nos transforma em monstros. Entretanto, também assim é necessária uma diferenciação. Há aquele que se arrepende e liga pedindo perdão, não esperando aceitação. Do outro lado, posta-se o que acredita tanto em sua beleza e na possibilidade de substituir o tempo vivido com novas experiências, que esquece da existência de outros sentimentos, além do sofrimento que parece ser único.
Hoje não é um dia de festa. Para alguns, é claro. Outros estão se divertindo, porque a tristeza de ontem é realmente a felicidade de hoje. Nunca mudam. Exatamente por isso decidi tocar o barco, abandonar a canoa furada. Em breve as cores deste blog mudarão, serão mais felizes. É porque nos últimos dias pensei em coisas que poderiam ser ditas neste local, para pessoas diferentes que nele vivem. Mas essa é uma longa história e ainda falta uma parte do texto.
Comentários: faltacoisa@yahoo.com.br
posted by Leonardo Niquini at 1:33 AM
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